Horóscopo positividade good vibes

goodvibesetal

Quando adolescente eu adorava abrir as Caprichos da vida naquela página de horóscopo, queria saber como seria a semana, se eu ia ficar só no amor platônico mesmo, se haveria surpresas na vida e se eu iria passar de ano. Hoje eu já não sou mais a louca dos signos e fico rindo imaginando como as pessoas escrevem isso.

Acontece que ontem pulou uma matéria dessas na minha cara, falando sobre as previsões para esse 2º semestre e cheguei a conclusão que seria mais legal se eu lesse coisas mais motivadoras por aí. É por isso que decidi criar o meu próprio horóscopo com previsões para esse semestre. Mas, ó, tudo bem se você estiver lendo isso no futuro, vamos considerar que você não leu na época certa e por isso as previsões pararam no tempo esperando que você as lessem e se concretizarem, ok?

Agora atentem-se no que a Luana Bidu tem a dizer:

Áries – Calma, cara. Vai dar tudo certo e você nem precisa esperar que os planetas se alinhem para que as coisas funcionem perfeitamente. As coisas estão acontecendo nesse exato momento e tá tudo bem agora, tá?
Cor – Pêssego | Número – 6,732

Touro – É agora que aquele dinheiro tão esperado vai cair na sua conta e você vai poder correr para padaria e comprar todas as coxinhas com catupiry e bombas de chocolate que você quiser. Comemore a vida, o dinheiro extra e as comidas boas. Não temos que deixar para depois o que dá pra fazer agora, certo?
Cor – Chocolate | Número – 190

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Justificativas

Depois de um mês com o blog parado sem tirar o pó virtual desse espaço virtual, eu voltei. Eu até ia me justificar com a falta de tempo, as múltiplas tarefas, mas aí lembrei que já usei essa desculpa (verdadeira, diga-se de passagem) antes.

Então pra não vir com a mesma história de sempre vou arrumar umas justificativas novas e aí você escolhe aquela que te convencer melhor, ok?justificaaePassei esse último mês ausente do blog porque…

– …meu cachorro comeu o pen drive com meus arquivos de textos antes que eu pudesse publicar.

– …passei as últimas semanas tentando entender o cenário político do Brasil.

– …desmaiei quando bati a cabeça e acordei só falando alemão. Não se preocupem, já voltei ao normal e hoje já não entendo mais a língua dos 7×1.

– …fui abduzida e os verdinhos não me deixaram levar o computador junto.

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Eu voto…

brigadeiroantes

Pela minha Netflix, meus vídeos de gatinhos no Youtube e os incontáveis gifs disponíveis na interwebz, eu voto não para o limite de dados na internet fixa.

Pelas intermináveis mensagens de bom dia mesmo às 5 da tarde, pelas correntes para salvar um Chihuahua albino vítima de uma criança-felícia e pelas fotos vergonhosas do meu passado, eu voto não para os grupos de família no Whatsapp.

Pelo aumento da serotonina e o alívio da TPM eu voto sim pelo pudim de chocolate em todas as sobremesas.

Pela liberdade do passarinho tão pressionado pelas calças justas e pela proibição daquela dancinha horrorosa com a mão na testa eu voto não para o arrocha feat. sertanejo universitário.

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Querido 2016,

Ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecermos direito, mas sei que teremos muitos dias pela frente para nos amarmos e odiarmos. Tá certo que você não é uma pessoa, um animal ou uma planta, então não dá pra gostar ou desgostar de mim, mas acredito em energias, em coisas que jogamos para o universo e ele nos retribui da mesma forma. É por isso, 2016, que quero que você saiba logo de cara que tô flertando com você.

Seus antecessores foram verdadeiras montanhas russas, coisas boas e ruins, coisas da vida, sabe? Mas eu sou facilmente contagiada por esse clima de esperança coletiva. Esperança de dias melhores, oportunidades melhores e mudanças, mesmo que improváveis.

Eu sei que não é certo depositar no ano novo tanta expectativa, como se você fosse um mágico capaz de transformar lenço em pombo, mas gosto pensar que você traz um novo ciclo com possibilidade de mudanças. Eu também sei que você sozinho não vai fazer cair do céu um emprego dos sonhos, os milhões na conta bancária e um corpo saudável e disposto. Mas acredito em renovações e ânimo pra recomeçar. Então estou no caminho certo, né?

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Anos 90: Um pouco de tudo

Neste último mês toda sexta-feira foi dia de relembrar alguma coisa dos anos 90. Teve post para falar sobre os desenhos, programas infantis e sobre as músicas brasileiras que faziam a alegria da criançada nas festinhas. A cada post eu viajava no tempo e queria voltar mais alguns minutos para aquela época em que aparentemente tudo era de boa.

Para fechar essa sequência de posts fiz uma misturada só: filmes, lugares, roupas, brinquedos, um pouco do que ficou de fora das outras listas, mas que é impossível não lembrar quando se fala dos anos 90. Bóra lá recordar:

[Você assistia na TV]

– Domingo Legal
Umba umba umba ê! Na época apresentado por Gugu Liberato o programa era impróprio para crianças, mesmo assim ele passava às tardes de domingo. Bem, nos anos 90 eu era criança e o Domingo Legal não era meu programa favorito, mas que atire a primeira pedra quem nunca assistiu.

– Você decide
Nos anos 90 os telespectadores da Rede Globo de Televisão podiam escolher o final da trama do Você Decide, bastava ligar para um número gratuito e os votos eram computados. O programa sempre tinha temas polêmicos, mas eles não me impediam de ouvir o Fagundes ou o Tony Ramos dizendo “você decide”.

– Fantasia
Mais um programa educativo da TV brasileira que ensinava para as crianças coisas como “i de escola”. O programa foi inspiração para tanta gente que aposto que até hoje quando você escuta aquele barulhinho de “tempooo” você já começa a coreografia do mão no pulso indicando hora, mão na cabeça com cara de pensativa. Sempre sorrindo, claro.

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A lógica das pessoas indecisas

Há diversas formas de dividir as pessoas do mundo: as que falam biscoito ou bolacha, as que preferem Nescau à Toddy, aqueles que amaram ou odiaram o final de uma série ou entre pessoas indecisas e decididas. Neste último caso eu faço parte do primeiro grupo. Eu não sei dizer exatamente a porcentagem da população mundial que pertence a esse grupo, mas sei que é gente pra caramba.

E não, eu não tenho orgulho disso, pelo contrário, isso está sempre naquela minha lista de “coisas que precisam ser melhoradas”. Quem faz parte do outro grupo não entende muito bem essas indecisões e às vezes irritam-se facilmente, então em nome dos indecisos desse mundão posso dizer que há toda uma lógica por trás da nossa indecisão.

Isso pode parecer óbvio, mas só somos indecisos porque temos opções e, quanto mais opções, mais indecisos ficamos. Isso não acontece por preguiça, mas por saber que para fazer uma escolha automaticamente abrimos mão de algo.

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2000 e tudo diferente

Minha vó, uma mulher muito observadora, sempre me disse: no meu tempo que era bom. Ainda completa dizendo como as crianças aproveitavam a infância e compara como eram as coisas “de primeiro” e agora. Sim, ela diz que a infância e a juventude dela é um tempo conhecido como “de primeiro”, como se o mundo tivesse começado com o nascimento dela. O fato é que acho que estou envelhecendo mais rápido do que esperava porque já estou praticando esse esporte típico de vó: comparar o ontem e o hoje.

Às vezes me pego pensando em como era a minha vida tempos atrás, o tanto de coisa que mudou em um curto espaço de tempo. Não vou ficar atacando os tempos atuais dizendo que agora tudo é uma porcaria (eu gosto de você tá, tecnologia? Não me abandone jamais!), mas o meu “de primeiro” também foi uma época feliz, com mais cara ao sol e um pouco menos de tecnologia que hoje.

Depois de tanto lembrar sozinha sobre algumas dessas diferenças resolvi compartilhar essas nostalgias todas por aqui, quem sabe mais alguém não queira acompanhar esse papo de gente velha e se jogar em um passado não tão distante junto comigo:

– Alugar filme na locadora e rebobinar antes de devolver
Tinha filme que você podia alugar na sexta e só devolver no domingo, mas dificilmente você conseguiria isso com lançamentos. Além disso, você tinha que torcer para que o filme que você quisesse ver estivesse disponível, caso contrário você teria que esperar até que o devolvessem (e sabe-se lá quando isso aconteceria). Enquanto isso o jeito seria procurar outro título entre as prateleiras para que você não saísse da locadora de mãos abanando. Outro fato sobre o tópico locadora é que antes de devolver os filmes não podíamos esquecer de rebobiná-lo, senão corríamos o risco de pagar multa – mesmo eu achando que esse lance de multa era uma lenda urbana, já que vez ou outra quando ia assistir um filme alugado já estavam passando os créditos finais.

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A menina que colecionava aplicativos

Tem gente que coleciona papel de carta, tem gente que coleciona selo, troféu, action figures e até print de scraps no Orkut. Fulaninha não, ela até tentou fazer uma coleção de adesivos, mas saiu colando por aí antes que aquilo pudesse ser chamado de coleção.

Fulaninha não colecionava nada até o dia que descobriu que podia baixar aplicativos no celular. Alguns realmente seriam úteis, ela poderia ver a previsão do tempo antes de sair de casa, ter uma lista de tarefas organizadas para consultar e atualizar a qualquer hora e teria até um joguinho para se distrair no trânsito de São Paulo.

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