Entrei para a academia

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Pois é, com esse título autoexplicativo eu declaro que entrei para a academia.

Um belo dia eu acordei, me olhei no espelho e decidi que queria ser como a Graciane Barbosa e aí fui correndo me matricular na academia mais próxima.

OK, não foi bem assim.

O que aconteceu foi exatamente a mesma coisa que me motivou da última vez, cheguei ao fundo do poço, ferrei minha saúde e o sedentarismo e a dificuldade de respirar – e uns puxões de orelha médicos – me fizeram perceber que eu precisava me movimentar.

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Aquariana rebelde

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Em agosto do ano passado eu decidi entrar nessa brincadeira do BEDA (Blog Every Day August) por diversão, foi uma loucura, quase não dei conta, mas gostei tanto de participar que prometi pra mim mesma que no próximo ano eu me programaria melhor e participaria de novo. RISOS. Me enrolei com tantos trabalhos acumulados e meu planejamento ficou pra trás – e dessa vez a culpa não foi da tal procrastinação. Juro!

Diante dessa dura realidade até tinha desistido de participar, mas hoje na hora do almoço me deparei com uma chamada nessa internetz que dizia algo como: “veja as previsões do seu signo para esse 2º semestre”. Pensei que seria uma boa me distrair lendo umas coisas positivas sobre a vida, só que eu me esqueci que horóscopo não traz notícias do tipo “arrume suas malas, pois a viagem para o Caribe acontecerá em breve”.

OK, não é grande novidade ler que eu não posso gastar dinheiro a toa, que preciso cuidar da saúde etc etc etc, mas me chamou atenção a parte que dizia “Evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo”. Foi aí que me lembrei que hoje começava o BEDA.

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Clube dos procrastinadores

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Faz alguns dias que anotei no meu caderno que deveria escrever este post sobre procrastinação, pensei em como seria mais ou menos e deixei a nota lá para desenvolver mais tarde. Já se passaram duas semanas desde então.

Fiquei com o assunto na cabeça quando uma amiga compartilhou um vídeo com a chamada Por dentro da mente de um mestre na procrastinação, que era uma palestra do Tim Urban, blogueiro e escritor do Wait but why, no TED talks. E sim, eu deveria estar fazendo outras coisas e não vendo aquele vídeo ou “dando uma olhadinha” naquela rede social.

Procrastinar: o ato de adiar algo ou prolongar uma situação para ser resolvida depois.

O fato é que eu me identifiquei com o vídeo e não apenas para reivindicar a minha carteirinha do clube dos procrastinadores. Você deve saber como é a sensação de que deveria estar trabalhando em algo, mas tá só dando uma relaxada antes de começar. E durante o processo. E depois.

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Terror na vizinhança

Quando saí de um apartamento e me mudei para uma casa algumas coisas mudaram – e não me refiro apenas ao direito de fazer sapateado a qualquer hora do dia. Eu virei uma dessas pessoas que deixa a anteninha de vinil sempre em alerta e ao detectar qualquer barulhinho fora do normal já penso ser a presença do inimigo e quero pegar uma barra de ferro para me defender.

Um sábado desses de madrugada lá estava eu sozinha com meu cachorro na sala fazendo vários nadas quando escuto algo na rua. Como o bar da esquina fechou não podia ser um bêbado fanfarrão mijando, nem enrolando um baseado então fiz o que qualquer pessoa sensata faria: fui pra perto da janela pra saber o que é que estava rolando por ali.

Mal me aproximei e escutei “vai pela varanda, isso, pela varanda”. Senti um frio na espinha e pensei: já era. Aí me lembrei de que eu não tenho varanda. “Atrás da parede, vai por ali”. Fiquei em choque por segundos até me perguntar se eu deveria ou não ligar para a polícia. Eu não tinha varanda, mas alguém tinha e essa pessoa não iria dormir em paz.

piripaquedochavesChaves me representando naquele momento

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O mundo secreto dos cabelos

Desde que decidi virar ruiva parece que entrei em um mundo paralelo cuja entrada acontece através de grupos do Facebook. Você provavelmente deve participar de algo do tipo onde as pessoas parecem possuir informações quentes sobre coisas que você nem imagina. Hoje vou contar pra vocês sobre “o mundo secreto dos cabelos”.

Ano passado cheguei a escrever aqui sobre as minhas merdinhas capilares, mas vou resumir a parada: meu cabelo natural é castanho escuro (hoje com toque branco LOL) e um dia decidi ser loira. Foi algo como muita química + pouco cuidado = muita merda. Um dia cansei, decidi ser ruiva e entrei em diversos grupos no Facebook sobre cabelo para saber o que eu precisava fazer para as coisas darem certo.

Antes de mais nada:

nopicturesplease

Eu vi as pessoas falando sobre um tal de óleo de coco. É importante dizer aqui que a relação das pessoas com o óleo de coco é bem curiosa, muito parecida com a que a minha vó tem com o vinagre. Dézinha (a minha vó) acha que vinagre é a solução para tudo, desde tirar mancha de carpete até curar dor de barriga. No Facebook o lance é com o óleo de coco. Bad hair day? Celulite? Colesterol? Não pense duas vezes, se joga no óleo.

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Guia prático do babaca no transporte público

destinobabacolandiaPhoto credit: Canadian Pacific via Visual Hunt / CC BY-NC

O ser humano é mesmo uma espécie curiosíssima. Você deve concordar comigo que há casos que deveriam ser muito mais estudados, já que não é possível que algumas pessoas consigam alcançar níveis tão altos de babaquice.

Infelizmente não podemos juntar todas essas pessoas e colocá-las em uma salinha para serem observadas por cientistas de Harvard, em contrapartida, faz parte da vida participar dessa grande dinâmica em grupo em que temos que interagir com todo tipo de pessoa, todo tipo de pessoa MESMO.

E em quais lugares encontramos o maior número de gente sem noção por metro quadrado? Isso mesmo, no transporte público. No ônibus/metrô/trem todo dia é um 7×1 diferente e nem adianta você dizer que nunca mais vai voltar porque eu sei que no dia seguinte você estará lá passando seu bilhete único.

Como não é possível deixar o busão de lado vamos lá, na lei da selva vence aquele que for mais folgado então se prepare para seguir essa cartilha direitinho:

1 – Não espere quem está dentro do ônibus/metrô/trem sair para poder entrar
É como dizem: tempo é dinheiro e dinheiro é uma coisa que nós plebeus não podemos desperdiçar. Também podemos aplicar aqui a regra de que se vai te beneficiar então não tem problema.

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Encomendas made in China

Era final de agosto quando me aventurei nesse tal site de compras da China. Só depois de muito tempo observando os amiguinhos e as pessoas nessa rede mundial de computadores é que pensei: se funciona com todo mundo, então funciona comigo. Eu esqueci que minha mãe dizia “você não é todo mundo, Luana!”.

Eu não estava de olho em uma bolsa cara, roupas ou algum enfeite estrambótico para a minha casa, eu só queria uma capinha pro meu celular e não queria pagar 40 dilmas nela. Pagar cerca de um dólar parecia mais vantajoso, mesmo com a moeda americana em alta e eu tendo que esperar 3 meses pela compra. Cliquei em comprar e a sorte estava lançada.

horribledecision

Nesse processo alguém me disse: Relaxa, geralmente chega antes. Como sou dessas bestas que acredita em tudo que dizem eu esperei ansiosa o porteiro me avisar que tinha chegado uma encomenda pra mim. Não tinha.

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Lembranças aleatórias

Já era noite quando tocou o interfone lá de casa. Não esperávamos ninguém, mas era melhor atender, podia ser o porteiro avisando que ficaríamos sem água ou luz no dia seguinte.
– Alô
– Chiiiiiiiiiiiiina in box
-…
– É que chegou a comida que você pediu
– Er… Eu não pedi nada, moço
– Ih, foi engano então, desculpa!

• • •

Em frente ao colégio que eu estudava e minha mãe trabalhava tinha uma lojinha de um japonês que vendia várias tranqueiras, desde enfeites até a tão desejada agenda eletrônica. Foi em algum final de ano, depois de comprarmos uma ou outra coisa, que o japonês deu uma lembrancinha para a minha mãe. Ao olhar aquele pacote que parecia conter um guarda-chuva minha mãe sorriu e agradeceu, dizendo o quanto aquilo lhe seria útil. Ao chegar em casa e desembrulhar o pacote que ela percebeu que o que ela pensava ser um guarda-chuva na verdade era uma mãozinha pra coçar as costas.

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