Assisti: O doador de memórias

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Imagine que o mundo em que você vive não tem cores, tudo o que você enxerga, tudo o que conhece é em preto e branco. Você não conhece o significado de cores. Além disso você também não sabe o que é música, dança, calor, frio, beijo. Você não sabe o que é amor, nem qualquer outra coisa subjetiva. Você vive em um mundo em que todos são programados para viver harmonicamente e fazendo tudo funcionar. Apenas uma pessoa nesse mundo todo tem a memória do mundo do jeito que sempre foi. É mais ou menos essa a premissa de O doador de memórias.

Agora corta para a parte que eu decidi que assistiria ao filme:

Foram vários minutos procurando algum filme antes de decidir que esse seria o escolhido e só assisti porque meu cunhado insistiu muito que era interessante, mas ao conferir a sinopse me pareceu um mix de Divergente, Jogos Vorazes e Mazze Runner. Não me entendam mal, eu gosto de todos os filmes acima, mas parece que surgiu tudo de uma vez e com pontos em comum, por isso em algum momento ficou cansativo o mais do mesmo.

Corta para o filme novamente:

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Em o doador de memórias a sociedade vive de forma meio robótica, obedecendo regras e cada um tem a sua função. Todos tem suas qualidades e habilidades observadas desde crianças para em certo momento terem suas carreiras decididas pelos anciãos. Jonas é deixado por último em sua turma e para ele fica a tarefa de ser o receptor de memórias, ele vai receber do doador todas as memórias de um mundo que existiu antes daquela sociedade descrita no primeiro parágrafo, ele vai descobrir o mundo com todas as dores e alegrias.

É claro que o jovem quer compartilhar suas descobertas com sua família e seus melhores amigos, mas todos vivem no automático e seguindo as regras de um governo que só quer fazer o que for melhor, ou o que eles acham ser, a todos. Como diz a anciã chefe, a vilã interpretada pela Meryl Streep:

“Quando as pessoas tem liberdade para escolher, elas escolhem errado. Toda Santa vez.”

A cada palavra que escrevo aqui eu tenho a impressão de que o filme tinha potencial. Tinha, mas não teve. Algo desanda durante esses 94 minutos, mas não afunda completamente. Faltou diálogo, confronto, aprofundamento, explicações, faltou até vilão, a tal ponto que nem Meryl Streep foi capaz de salvar. Talvez quisessem deixar espaço para uma sequência, já que são 4 livros da série O doador, mas até hoje ela não aconteceu, nem encontro indícios de que acontecerá.

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Mesmo assim o filme não é de todo ruim. Acho interessante como trabalham com as cores – ou a falta delas – para diferenciar o modo como as pessoas enxergam o mundo e como Jonas passa a percebê-lo depois de conhecer o que são cores. Esse incomodo inicial causado pelo preto e branco talvez contribua para você dar valor as coisas simples que fazem parte da vida, mas que faltam a essa sociedade.

Também gosto do modo como as memórias são passadas para Jonas. São coisas pequenas e rotineiras, mas se você for sensível nível chora em comerciais de margarina então pode esperar pelos segundos de “é só um cisco no olho”. Faz parte.

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No fim, o doador de memória não é um filme ruim, mas também não é bom. Só faltou.

E pra quem quiser conferir e tirar suas próprias conclusões, tem lá na Netflix.

 

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