2015 também conhecido como o ano que:

Quase não dá pra acreditar que mais um ano está acabando, que logo será hora de vestir alguma roupa branca, comer uva, pular onda e usar uma calcinha colorida que influenciará de forma definitiva o ano que está por vir. Esse clima de fim de ano faz surgir aquela retrospectiva dentro da minha cabeça, me lembrando dos bons e maus momentos desses últimos 365 dias.

Pra mim, no geral 2015 foi bom, mas também ruim. Se for colocar esse ano ao lado do ano que o carro explodiu comigo, meu pai e minha vó dentro e menos de um mês depois eu perdi meu avô, esse ano até que foi bom. Mas não foi melhor que o ano que casei, fui curtir uma semana na Bahia (sdd Bahia) e terminou o ano com todos vivinhos (os que já estavam vivos, claro). Esses altos e baixos fazem parte desse negócio muito louco chamado vida, eu sei, e não adianta lutar contra.

SW_trapSobre criar expectativa quanto ao ano novo, promessas novas, vida nova…

Este post é pra relembrar um pouco do que foi essa montanha russa chamada 2015 e mostrar que… Bem, que foi um ano como qualquer outro, mas que vai ficar conhecido como o ano em que:

– …quebrei o dente
Pois é. Foi comendo aquelas bolinhas de amendoim em um fim de tarde de verão que de repente mordi algo que não era o amendoim, mas um pedaço do meu dentinho. No dia seguinte cheguei ao dentista sem saber se chorava pela dor que eu sentia, pelo dente que já não seria mais meu ou pelo dinheiro que eu teria que deixar por lá.

– …dei um mergulho na cachoeira e depois tive o carro guinchado
Em janeiro meus pais vieram passar uns dias de férias por aqui (moro em São Lourenço-MG) e pensaram: e se a gente fosse pra São Tomé das Letras conhecer umas cachoeiras, aplaudir o pôr do sol, coisa e tal? Lá fomos nós. Tava tudo ótimo, mas ao final do dia estávamos com calor demais e queríamos voltar logo pra casa e tomar um banho, mas a volta… Ah, a volta! Fomos parados numa blitz e um documento que deveria estar lá não estava, estava em São Paulo. Isso quer dizer que: voltamos dentro do carro em cima do guincho.

– …fiquei com a chave de uma pousada. Em funcionamento.
Em fevereiro eu e o mozão completamos 1 ano de casados então fomos passar o final de semana em uma cidade aqui perto, Passa Quatro. Chegamos no sábado e saímos na segunda, mas por ser final de férias/começo de aulas o movimento não era grande. No domingo todos os outros hóspedes foram embora, ficamos eu, o mozão e os donos da pousada. Foi aí que o dono olhou pra gente e simplesmente entregou a chave da pousada. Disse que era pra entrarmos e sairmos quando quiséssemos, assim não precisaríamos tocar a campainha. HAHAHAHA

SW_hansolo Tem certeza, moço???

A gente poderia dar uma festa, invadir a cozinha, pular em todas as camas (sim, os quartos ficaram abertos), mas só nos cagamos de medo de alguém nos seguir na rua, pegar a chave e invadir a pousada. Se isso acontecesse a culpa seria nossa e a polícia iria nos interrogar como suspeitos. Foi um alívio quando finalmente devolvemos a chave!

Esse ano houve tantas histórias com passarinhos que vou dividir em partes:

– …levei um passarinho morto pra dentro de uma padaria
Um belo dia vou até o quintal de casa e percebo que tem um passarinho lá. Era questão de tempo pra ele sair voando, mas não, ele permaneceu exatamente onde estava. Cheguei perto e ele veio andando devagar na minha direção. Era um filhote que caiu de um ninho de um lugar misterioso. O fato é que lá estávamos nós, eu e o pássaro. Até tentamos comprar comida para o bicho, mas foi tudo muito rápido e nesse tempo ele morreu. Chorei pelo pássaro que não consegui salvar.

O problema começou quando não sabíamos o que fazer com o bicho morto, seria insensível da nossa parte jogá-lo no lixo. Decidimos então enterrá-lo no quintal da casa dos meus sogros. Parecia um gesto bonito, sabe? O único problema é que antes de ir pra lá precisávamos passar na padaria e como não tínhamos uma caixa o colocamos em um saco de pão velho mesmo. Fomos rezando pra que ninguém quisesse ver o que tinha naquele saco, afinal, era um saco de pão numa padaria, com o detalhe que o saco era da padaria concorrente. Definitivamente eu não saberia como me explicar, mas no fim deu tudo certo. Na medida do possível, claro.

– …um passarinho entrou em casa, me olhou e cagou
Dizem que levar uma cagada de passarinho dá sorte, né? Eu tô esperando a sorte de várias cagadas porque aparentemente meu couro cabeludo tem as palavras “banheiro de pássaro” escrito nele. Só que eu nunca tinha visto um pássaro entrar na minha casa e deixar sua marca registrada. Eu estava na sala, tinha ido pentear o cabelo e vi o pássaro em frente à janela, voando do lado de fora mesmo. Achei aquilo cena de conto de fadas, falei que ele era lindo e continuei me penteando… Até que escutei o PUFT. Quando olhei o pássaro não estava mais lá, mas tinha uma CAGADA pouco depois da janela. Só me restou limpar, né?

– …que um passarinho achou que eu fosse sua mãe
Então, um outro passarinho caiu do ninho que nunca soubemos onde estava. Dessa vez não queríamos cuidar, afinal, ele ia morrer e eu não queria enterrar outro passarinho em menos de um mês. Depois de tentar convencer o vizinho a cuidar do pássaro e ele recusar, meu sogro resolveu que ficaria com ele. Deu a ele o nome de Pururuca.

SW_badfeelingSuspeitei desde o princípio

Como meus sogros teriam que ir ao Rio deixou o pássaro que achava ser gente com a gente. Ele gostava de ficar na mão e de receber carinho. Ele piava quando ficava longe e nem podíamos ir ao banheiro sem ele. Sério, ele tinha que ficar no seu pé, mesmo que você o colocasse longe ele saia correndo até você. Nós também incentivávamos o Pururuca a voar e aí de cima de um balde ele voava até você. Era a coisa mais linda e aposto que ele só não lambia e balançava o rabo porque pássaros não fazem isso.

Infelizmente depois de uns 15 dias ele começou a ficar mole, se tremia e logo morreu. Assim, do nada. Nenhum outro passarinho apareceu por aqui e eu fiquei muito grata por isso. Não queria enterrar mais nenhum.

/Fim da trilogia ~passarinhos

– …conheci o Cristo Redentor
Depois de 11 anos de camaradagem com a cidade maravilhosa finalmente fui nesse lugar que mais parece um pedaço do paraíso. Sem exagero. É lindo que dói. Sim, o Rio de Janeiro continua lindo e eu dediquei um post inteirinho só pra esse dia e você pode vê-lo clicando bem aqui.

-…conheci também a cidade que fica preparada para o natal o ano todo
Durante um final de semana fui com o mozão, os sogros e cunhados conhecer Penedo que de acordo com a Wikipédia é um distrito do município de Itatiaia. Nós ficamos numa pousada no meio do mato com cobras passeando de boinha na frente do seu chalé. Não, eu não vi a cobra, só escutei a gritaria e o pessoal me dizendo pra não sair do quarto de jeito nenhum. Foi bem tranquila aquela manhã em meio a natureza.

Penedo é a principal colônia finlandesa do Brasil fora a região sul, isso quer dizer que o lugar parece uma casa de bonecas, sabe? Achei tudo bem fofo (Desculpem, não sei que palavra culta que dê credibilidade a minha opinião, mas fofo é um adjetivo que cai bem aqui). A única coisa que eu achei estranha é que a cidade tem luzes e decoração de natal durante todo o ano. É legal e estranho ao mesmo tempo.

SW_c2po_r2d22015 fez de mim Luana – a exploradora

-… e conheci o Museu da Língua Portuguesa
Morei em São Paulo a vida toda e precisei sair de lá pra quando voltar visitar o Museu da Língua Portuguesa. Sempre gostei de museus, mas por alguma questão não resolvida no universo eu ainda não tinha ido nesse. Achei simplesmente sensacional, principalmente aquele salão do último andar que mostravam poemas nas paredes e no teto enquanto eram narrados por alguém. Quando ele pegou fogo semana passada fiquei com o coração apertado pelo tamanho da perda que tivemos. Agradeci imensamente ao universo por ter me empurrado pra conhecer aquilo tudo enquanto existia! ❤

-…estive no meio de um arrastão dentro de um cinema no RJ
Em outubro estávamos no Rio quando resolvemos assistir Maze Runner no cinema. Fomos numa segunda-feira que é o dia que o ingresso é mais barato e ainda pagamos meia entrada por sermos clientes do Itaú. Tô falando tudo isso pra dizer que pagamos bem barato o ingresso, não era nem 3D.

No meio do filme fomos surpreendidos por uma versão 4D, tudo bem real, a correria, a gritaria, o pânico, etc etc. Dois garotos entraram na sala no meio do filme e correram em direção a saída de emergência. Enquanto um segurava a porta de dentro o outro segurava a de fora e um gritava com o outro, pra abrir logo e sei lá mais o que. Pronto, o pânico se fez presente, chegou segurança correndo, a gente não sabia pra onde correr, no fim pegaram dois garotos e a gente voltou pra sessão. Sim, os seguranças garantiram que tava tudo certo e iam voltar um pouco o filme.

– …perdi a Mel
Mel era a vira-lata que a família adotou há 10 anos. Ela que encheu meu coração de amor e me ensinou importantes lições sobre companheirismo. Escrevi diversas vezes sobre ela por aqui, a última foi essa, logo depois que ela morreu. 2015 poderia ter tido um saldo bem melhor se não fosse essa perda. Definitivamente eu não estava preparada e ainda não me acostumei com isso.

Agora posso dizer tranquilamente que já deu 2015, foi bom enquanto durou, mas tá na hora de uma nova montanha-russa, quem sabe dessa vez com menos perdas e novas metas.

SW_trailerAgora rumo a 2016

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2 comentários sobre “2015 também conhecido como o ano que:

  1. Montanha russa define mesmo 2015.
    Essa história do(s) passarinho(s) achei que só acontecia com a minha pessoa. Pelo visto não estou só kk Pior que eu fico super chateada depois!
    Beijos e Feliz 2016!

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