Minha doce Mel

luanamel

Era uma tarde de sábado de novembro de 2005 quando recebemos o presente mais doce de nossas vidas: a Mel, uma vira-lata com pouco mais de um mês de vida. Meus pais só tinham ido até o mercado comprar uma ou outra coisa, mas por lá se depararam com uma feira de adoção e se encantaram com aquela bolinha de pelo branca e manchas cor de mel.

Confesso que no começo eu fui contra (O QUE??? UMA CACHORRA!! CEIS TÃO LOUCO??), mas tudo já estava feito, não dá pra desadotar alguém então o jeito era aceitar que teríamos uma nova moradora na casa. Não demorou muito pra ela ganhar meu coração por inteiro, desde aquela tarde de 2005 ganhei uma companheira fiel que me conquistou de um jeito que vocês não fazem ideia.

Quando casei mudei de cidade e a Mel ficou em São Paulo com minha família. Foi aí que me dei conta do quanto um simples cachorrinho pode mexer com a gente, a saudade que eu sentia dela era a mesma que a que eu sentia de alguém da família. Aquela mesma vira-lata que chegou anos antes e me fez pensar que teríamos problemas de convivência começou a fazer meu coração parecer apertado de tanta saudade.

Mas tava tudo bem, a saudade era um problema que era resolvido de meses em meses e eu não sei dizer quem fazia mais festa quando nosso encontro acontecia, eu ou ela. Provavelmente eu que já chegava jogando as bolsas no chão e correndo pra cima dela – e rolava no chão sem me importar se ele estava sujo ou se tinha alguém olhando.

No meio desses nossos reencontros ela foi diagnosticada com sopro no coração. Ela tossia muito e parecia estar mais cansada que o normal, mas só fomos descobrir o que era tudo isso quando um dia meu pai chegou em casa, ela foi fazer festa – como sempre –  e desmaiou. Nesse dia ela foi até o veterinário mais perto, fez uma bateria de exames e veio o resultado.

Minha mãe dizia que nenhum de nós tinha feito tantos exames e tão completos quanto a nossa cachorra e a gente ria disso pra tentar amenizar a situação. Assim como também brincávamos dizendo que ela desmaiava por amar demais, sempre que alguém chegava em casa ela fazia festa até desmaiar. Era difícil ver isso, mas o veterinário disse que não tínhamos que nos preocupar, era só acertar os remédios e ela poderia viver por muito tempo ainda. Só que pra ela esse tempo foi só mais alguns meses.

Eu sei que se tem algo que todos temos certeza é que ninguém vive pra sempre, nem gente, nem bicho, nem planta. Só que por mais que a gente tenha consciência disso a gente nunca tá preparado. Nunquinha. E eu não estava preparada pra isso. Logo eu iria pra SP e iria reencontrá-la, apertar, brincar de Felícia, me jogar no chão com ela e todas essas outras coisas que nos fazem parecer retardados quando temos um bichinho de estimação, mas ela não aguentou e dessa vez meu coração ficou muito mais apertado por saber que nosso reencontro vai demorar um pouco mais que o planejado.

Agora tô aqui escrevendo pra ver ser a saudade fica mais leve, pra dizer pra todo mundo o quanto é grande essa troca de amor com um bichinho de estimação… Escrevo pra dizer que ela foi a “melhor amiga do homem” que eu poderia ter e que a saudade que sinto hoje é proporcional a todo amor e alegria que ela me trouxe.

Apesar de toda essa saudade que tô sentindo agora eu sei que pelo menos agora ela pode correr nesse jardim grandão que tem no céu dos cães sem se sentir cansada e nem desmaiar pelo calor ou por estar feliz demais.

Fique em paz, Melzinha! ❤

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8 comentários sobre “Minha doce Mel

  1. Emocionado demais com esta linda e singela homenagem. Fique em paz, Mel. Um dia estaremos juntos novamente e você virá correndo ao meu encontro e faremos aquela farra.

  2. Que coisa linda Lua! Vou orar para que ela encontre um cocker preto Nikki que também partiu pra lá! Quem sabe pulam em poças de lama juntos ^^. Com o tempo a sua Mel colocará na sua vida um outro anjinho de quatro patas. Meu Nikki mandou um Dominic para mim e um Dobby pros meus pais. Com certeza ambos tem um pouquinho de amor dele e enviado por ele lá do céu dos cães!
    Beijo grande!

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