Assisti: Chef

Há tempos vi Chef no catálogo de filmes e ao mesmo tempo em que a sinopse me deixou interessada em assisti-lo ela também me dizia que deveria guardar esse filme para um momento em que eu estivesse de barriga cheia.

Pois bem, um dia após uma comemoração de aniversário com direito a muito bolo senti que aquela era a hora e logo nas primeiras cenas tive a confirmação de que foi uma decisão acertada. Poucos resistiriam àquela bandeja de bacon borbulhando.

O Chef de que o filme fala é Carl Casper, chef de um restaurante em Los Angeles. Ao saber que um crítico vai provar sua comida ele começa a pensar no cardápio e fica entre servir o feijão com arroz de sempre, aqueles pratos mais pedidos, ou inovar. Após uma conversa com o dono restaurante ele opta por servir o habitual, resultando em uma crítica negativa pelo fato de ser mais do mesmo. A partir daí as coisas saem de controle e ele fica desempregado, mas com a ajuda de sua ex-mulher ele abre um food truck e da a volta por cima.

Jon Favreau é o ator que deu vida ao Carl, em todos os sentidos, já que foi ele que escreveu, dirigiu e interpretou. Além dele, outros nomes conhecidos aparecem no elenco como Sofia Vergara, Scarlett Johansson, Robert Downey Jr e Dustin Hoffman, mas não adianta se empolgar muito já que são personagens que pouco aparecem no filme.

Apesar de ser food porn total, o filme não é apenas sobre culinária. Há também o dilema-clichê sobre fazer o que está na sua zona de conforto x inovar, a relação fria com o filho por estar sempre colocando o trabalho em primeiro lugar e o uso das redes sociais que pode ou não ser positivo dependendo de como ela é usada.

Quando falo de clichê não quer dizer necessariamente que é algo ruim. Clichês não são clichês a toa e despertam a atenção de muita gente justamente por ser uma realidade. Quem nunca ficou em uma posição de ter que escolher entre algo cômodo ou arriscar?

Em Chef vemos Carl passando por todas as etapas da mudança, a decepção com sua posição atual, a dificuldade e a virada de mesa. Inclusive, essa mudança na vida de Carl o faz se reaproximar de seu filho, rendendo boas cenas como a que ele impede o filho de entregar ao público um sanduíche com pão queimado ou quando eles vão provar o melhor donut de New Orleans simplesmente para comer um bom donut, sem nenhum trabalho envolvido.

Eu também falei sobre redes sociais também, certo? A confusão toda que leva ao desemprego de Carl começa por causa de um tweet errado que ele envia ao crítico e seu filho Percy é que vai explicando o funcionamento da rede social ao pai. Durante o trajeto que o food truck percorre Percy também vai atualizando as redes sociais, informando o destino e mostrando o que acontece no dia a dia de trabalho. Ao mesmo tempo em que o mau uso do Twitter levou Carl ao fundo do poço ele também foi uma ferramenta que o ajudou a dar a volta por cima.

Podemos dizer que é sim um filme cheio de clichês, tanto no que diz respeito a questionamentos quanto a relacionamentos. Como seu personagem no início do filme, Favreau faz o feijão com arroz no cinema e faz bem feito. Isso não é necessariamente uma crítica, já que o filme é gostoso de ver e eu recomendo a todos. Desde que estejam de barriga cheia, claro.

Assista apenas se conseguir resistir a isso

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2 comentários sobre “Assisti: Chef

  1. Esse filme tá na minha lista dos “quero ver” um tempo e nunca assisto por motivos de: fome. hahahaahah!

    Mas vou ver sim, pois só a capinha dele já me chama atenção há tempo, parece o tipo de filme que eu vou curtir 🙂

    Bjs,
    Re

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