10 coisas que marcaram o colégio

O Rotaroots sugeriu fazer um post sobre coisas que marcaram o colégio, achei que seria legal porque sou dessas que vive altos momentos nostalgia. No começo achei que não conseguiria juntar 10 fatos marcantes, mas foi só começar a escrever que percebi que 10 eram poucos.

Só pra situar vocês: minha primeira escolinha era uma do bairro e eu era muito pequena, por isso não tenho lembranças dessa época. Logo depois me mudei para o colégio que minha mãe trabalhava, estudei lá até a 4ª série. Da 5ª em diante mudei para um colégio de freiras, mas ele era como todos os outros, com a diferença que passávamos metade do dia rezando e aprendendo latim. Mentira, era um colégio normalzão, sem nenhum fato extraordinário para contar. No último ano do ensino médio mudei de colégio de novo.

Agora venham comigo relembrar minha trajetória de estudante:

1 – Na primeira série eu e as amiguinhas tentamos fugir do colégio para ir à Disney
Não, você não leu errado, na nossa cabeça tudo fazia sentido, mas era um plano tão infalível quanto os do Cebolinha. Montamos um complexo plano de como fugir na hora do intervalo, como pegaríamos uma bicicleta para chegarmos até o metrô e depois até o aeroporto. Do aeroporto era só chegar à Disney, depois era só felicidade. Fomos pegas no banheiro do último andar antes que pudéssemos colocar os pés para fora do colégio.

Eu e minhas amiguinhas fujonas

2 – O dia que dois garotos me mandaram carta declarando o amor que sentiam por mim
Você que me vê hoje não sabe, mas já arrasei muitos corações por aí (ok, mentira issoê, mas devido ao título aí em cima finge que sim). Eu devia estar na 2ª série quando um garoto escreveu uma cartinha de amor pra mim e colocou na minha mesa. Como uma rebelde (e sem coração) rasguei e joguei fora. Ele chorou e minha mãe – a orientadora – me fez pegar a carta do lixo, colar os pedaços e ainda pedir desculpas ao garoto. Nesse mesmo dia, no fim da tarde, minha mãe veio sorrindo e pedindo para não ficar brava, pois outro garoto havia escrito outra carta se declarando para mim, mas esse foi esperto e ao invés de deixar na minha mesa ele entregou para minha mãe. Minha mãe não só me impediu de jogar a carta fora, como também é bem capaz de tê-la guardada até hoje.

3 – Sítio do Carroção
Todo ano meu colégio fazia excursão para um acampamento junto com outras unidades do mesmo colégio. Era só um final de semana, mas era a data mais esperada do ano. A primeira vez que fui eu tinha 6 anos e minha mãe ficou do lado de fora do ônibus chorando enquanto eu estava empolgada com as aventuras que vinham a seguir. Tinha caça ao tesouro, mini corrida de kart (Spazukamonaring), tinha labirinto, competições entre equipes e o mais legal de todos: o Indiana Jones, uma atividade maluca que envolvia túnel escuro, caverna com uma bola “de pedra” vindo à nossa direção, um rio barrento, um banho de lama e uma cachoeira no final. Sábado a noite ainda tinha uma discoteca para garotadinha e domingo tinham os últimos desafios antes de saber quem voltaria para a escola como a equipe vencedora.

Nasce uma estrela

4 – FAC
O festival de arte e comunicação acontecia todo final de ano em um teatro. Mostrando ao mundo todo o meu talento artístico me apresentava com a turma do coral, do teclado e a turma da sala. Era tudo uma festa, os ensaios, a prova de roupa, o dia de apresentação… Teve um ano que o evento foi dedicado ao Monteiro Lobato e a minha turma foi vestida de Saci Pererê, em outro fui vestida de espanhola representando o país e em outro até tango eu dancei. Eu era uma artista em potencial. Que alegria saber que naquela época as fotos e vídeos não tinham tanta facilidade de divulgação como hoje.

5 – O dia que eu ganhei uma tartaruga
Eu devia estar na 3ª série quando em um belo dia um garoto (que era uma peste) chega à escola junto com sua mãe segurando um aquário com uma tartaruga. Ouço minha mãe me chamando dizendo que o amiguinho queria me presentear com a tal tartaruga. Deixei bem claro na frente do garoto e da mãe dele que eu não queria tartaruga nenhuma, que ia jogá-la na privada e dar a descarga. Não é que eu fosse ruim, mas aquele garoto era como o Pestinha do filme. Ele não me presenteou porque eu era bonita e incrível (sim, minha mãe aceitou o presente), mas dias antes ele roubou 25 reais da minha mochila. Imagina o que é 25 reais para uma criança? Uma fortuna. Muito obrigada, amigão, mas eu não planejava comprar uma tartaruga com aquele dinheiro.

6 – O dia que chorei porque ia levar bilhete na agenda pelo segundo dia consecutivo por não ter feito a lição de casa
Assim como a maioria das crianças eu não gostava de fazer a lição de casa e, às vezes, por pura preguiça, eu deixava de fazê-la. Em uma dessas vezes levei bilhete na agenda para minha mãe assinar. Eu já não estudava onde minha mãe trabalhava e esperta como sou esperei até o último minuto para mostrar o bilhete a ela, foi em frente ao colégio, dentro do carro antes de entrar para aula. Para minha sorte minha mãe não fez escândalo, apenas levei uma bronca e ela disse que não queria que aquilo se repetisse. E o que aconteceu? Isso mesmo, entrei na sala de aula sem a lição de casa feita e a professora já foi pedindo a agenda, nessa hora, amiguinhos, comecei a chorar. Era para ser um momento altamente constrangedor, coisa para me envergonhar até hoje, mas foi graças às minhas lágrimas que comovi o coração daquela professora e ela cancelou todos os bilhetes de lição não feita daquele dia.

As irmãs nos ensinavam a cantar o hino nacional… Ok, não eram essas, mas como não tenho muitas fotos dessa época e precisava preencher o espaço com alguma foto vai essa mesmo

7 – Hino nacional brasileiro e a hora da oração
Quando mudei para o colégio de freira, todo dia no início das aulas as irmãs faziam uma oração rápida, com alguma mensagem positiva e depois tocavam o Hino Nacional. Você pode até torcer o nariz pra isso, mas eu sabia que era uma ótima oportunidade para correr atrás do pecado chamado “falta de lição de casa”, principalmente porque eu não queria levar outro bilhetinho na agenda.

8 – Playcenter
Era um dos passeios mais aguardados pela galera “bota pra subir que essa galera não tem medo de cair”. Geralmente ele era feito um dia antes de entrarmos de férias, por isso era motivo de dupla alegria. Juntar os amigos para fazer a festa no ônibus naquele curto trajeto entre a escola e o parque, pegar filas e mais filas por um pouco de emoção, rir da cara de quem passava mal nos brinquedos e fofocar sobre o que tinha acontecido naquele passeio e quem ficou com quem (nessa época eu era feinha demais para conquistar qualquer coração, então o jeito era apenas fofocar sobre a vida alheia mesmo e chorar pelas paixonites que nem me davam bola).

9 – Invadir o quarto das irmãs
No penúltimo andar da escola ficavam os quartos das irmãs (era um colégio de freiras, lembram?). Eu não sei se todas as irmãs trabalhavam no colégio ou mesmo quantas moravam lá, mas aquele andar era obviamente um andar proibido. E o que crianças/adolescentes gostam de fazer? Eu nunca cheguei a invadir mesmo o quarto delas, apenas atravessava a porta proibida e dava uma olhada pelo corredor mesmo, depois saia correndo. Eu não queria uma suspensão, mas ao mesmo tempo não poderia deixar passar a oportunidade, afinal, quantos de vocês já viram o quarto de uma freira, heim?

Pra ganhar gincana no colégio vale tudo… risossssss

10 – Festa Junina
Acho que não conseguirei juntar palavras suficientes para dizer o quanto eu gostava de festa junina. Meus pais participavam da comissão de pais do colégio, o que me permitia participar de todo o processo da festa junina: o antes, o durante e o depois. Eu gostava de ajudar a enfeitar, gostava das quadrilhas, de ganhar prendas, das comidas e até do pós-festa, quando ficávamos até o ultimo minuto ajudando a desmontar tudo. E sim, eu continuava sendo patinho feio demais para ter qualquer paquera, enquanto as amiguinhas se davam bem com outros garotos eu me dava bem rondando a barraca do churrasco, onde meu pai trabalhava.

Obrigada, Rotaroots! Agora só penso em comprar meu material para voltar às aulas do colégio e ficar na ansiedade para saber se vou cair na mesma sala das minhas amiguinhas.

Último dia de aula no ensino médio com guerrinha de pistola d´àgua e… um patinete?!

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros gente boa com saudade da internet old school. Para ver todos os posts do Lua Vai que fazem parte do projeto é só clicar aqui.

Anúncios

4 comentários sobre “10 coisas que marcaram o colégio

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s