O que aprendi com o 1º Masterchef Brasil

Nos últimos meses toda terça-feira a timeline do Twitter fica monotemática, tudo o que se lê ou se comenta é sobre o MasterChef Brasil. Como viciada que sou em reality show resolvi ver qual era, pra tentar entender todo esse auê na rede de microblog (e também pra julgar os outros, porque é isso que se faz quando se assiste esse tipo de programa).

Se você não sabe o que é essa belezinha eu posso dizer que: você perdeu. Mas tudo bem, eu explico: o programa é uma competição de chefs de cozinha amadores, toda semana eles realizam provas e são avaliados por 3 chefs (que eu nunca tinha ouvido falar porque não sou entendida do assunto, mas não pensaria duas vezes antes de ficar mais pobre indo aos seus restaurantes). Cada semana um participante é eliminado.

Eu também fico sempre que vejo esse programa, Jacquin

Hoje vai ao ar o último episódio da temporada e posso dizer que todo o tempo investido assistindo o programa não foi em vão. Se com BBB eu aprendi que formar casal e contar uma historia triste pode te levar mais longe no jogo, com Masterchef aprendi um monte de outras coisas e como não sou egoísta posso compartilhar com vocês:

– Capriche no sotaque
A primeira coisa que aprendi foi como ter um sotaque meio enrolado, meio que de lugar algum pode passar a impressão de que você realmente sabe o que está fazendo, gastronomicamente falando, claro. É como se você tivesse uma bagagem, um conhecimento a mais que os outros.

– Confie no seu taco
Não importa se você está ou não confiante com o seu prato, o importante é parecer confiante. Claro, não adianta parecer e nem de longe ser, faça sua parte, mas confie no seu taco e defenda-o. Se você caprichar no sotaque e no ego você já tem 80% de chance de sucesso. Foco, força, fé, confiança e sotaque, esse é o lema dos chefes de cozinha.

Food design

– A apresentação do prato é tão importante quanto o prato
Ok, não adianta uma comida deliciosa, temperada no ponto certo e o ego do tamanho do Justus se você chega e apresenta algo parecido com papinha de neném. O prato não é sua gaveta de calcinha/cueca, portanto nada de jogar tudo de qualquer jeito. Pense sempre como se você tivesse montando um prato para uma foto do Instagram. Desse jeito você chega longe.

– O arroz pode ser a estrela do prato
Um dia pediram para fazer um prato cuja estrela seria o arroz e os participantes teriam que escolher o que fazer e quais ingredientes acompanhariam. Alguém viu o camarão no mercado e pensou: ”uh la la, camarão, aí sim vai ser um prato delícia” e tchum, jogou o camarão no prato. Bem, o camarão roubou o brilho do arroz e a pessoa levou uma chamada. Fico me perguntando se alguém faria um escândalo no restaurante se o prato de arroz viesse acompanhado de algo delicioso, tipo uma picanha suculenta, de toda forma é melhor manter o foco e fazer um risoto de qualquer coisa.

Tá liberado seduzir enquanto frita batata

– Mais vale um petit gateau seco que um petit gateau salgado
Até assistir um episódio do programa eu não fazia a menor ideia de que um petit gateau nada mais era do que um bolinho cru (sim, podem me julgar). Logo, não se coloca recheio nele, mas o deixa menos tempo no forno para que não dê tempo de assar por inteiro. Um petit gateau assado vira um bolinho de chocolate, não tem como reclamar de um bolinho de chocolate, mas um petit gateau com delicioso recheio cremoso de chocolate pode ser totalmente intragável se o açúcar for substituído por sal. E sim, alguém no programa fez isso. A participante viu um pó branco (risos) e sem provar jogou no doce. Obviamente isso a eliminou da competição. Portanto, SEMPRE prove para saber o ingrediente que está usando.

– Até os fortes tem seus pontos fracos
Você entra no programa já impressionando os jurados de cara, tanto com seu método de trabalho quanto com sua comida e vai fazendo coisas deliciosas toda semana, até o dia que você tem que cozinhar um avestruz marroquino e aí tudo desanda. Sua especialidade é outra, você nunca viu algo tão excêntrico antes e aí se enrola, fica nervoso e tem que devolver se avental e voltar pra vida fora do reality. TODO mundo tem um (ou mais) ponto fraco e, às vezes, não importa quantas vezes seu arroz brilhou, se você não trabalhar e desenvolver suas fraquezas você também pode cair.

Dica da chef Paola: Tá liberado um cochilinho enquanto pensa em como fará o pônei australiano ao molho de mostarda egípcia

Com todos esses ensinamentos agora já posso voltar pra cozinha e fazer um saborosíssimo Miojo Gourmet com redução de caldinho de galinha caipira. Obrigada, Masterchef, até a próxima temporada!

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4 comentários sobre “O que aprendi com o 1º Masterchef Brasil

  1. Parabéns pelo texto. Acompanhei todo o programa, e vi na sua descrição de forma cômica uma retrospectiva do reality. Achei muito interessante. Parabéns ! 🙂

  2. KKKKKKKKK “redução de caldinho de galinha caipira! Tudo nesse programa era redução de vinho, não é? Tb adoro reality show. Esperava ansiosa por cada episódio. E é verdade, o negócio é ser confiante no Master Chef e fazer o que a prova pede.

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