Superpapo: pra sempre em nossos corações

Foi há um bom tempo em uma dessas noites de programação ruim da TV aberta e também em um momento de alto estresse com esses jogos da madrugada em que você precisa adivinhar as palavras certas enquanto toca uma música digna de Hitchcock que fui parar no eterno comercial do Superpapo. Digo eterno porque ele quase não tem fim. Sério. Quando finalmente chega ao fim, começa de novo. E de novo. E de novo.

Antes de qualquer coisa, se você não é dessa época ou estava ocupado demais colocando indiretas no nick do MSN, separe uma hora do seu dia para assistir a esse comercial:

Eu sei, você não sabe se presta atenção nas imagens, no que o cara tá falando, na música que está tocando ou nas legendas te convidando a ligar para o Superpapo, mas tudo bem, posso resumir as coisas para você.

O comercial é dividido em duas etapas: o antes e o depois do Superpapo na vida de uma pessoa. Olha, mas que mudança, nem uma religião muda tanto uma pessoa quanto esse bate-papo. Hoje as pessoas são adeptas a esses Tinders da vida, mas aposto que ele nunca proporcionou uma história de amor tão linda quanto a desse comercial.

Na primeira fase do vídeo vemos que o cara está na pior, ele come pão duro, parece que não toma banho a dias e ainda usa camisa de cor marrom-mãe-cabei-vem-me-limpar. Esse momento, meus amigos, é o momento que o cara está sozinho e sem esperança de que as coisas vão melhorar.

“Eu queria muito conhecer uma pessoa. Lá no escritório tem umas mulheres muuuito legais, mas quem não é casada, namora e aí fica muito difícil”

Ele percebe que de nada adianta ficar sentado reclamando “até quando, meu Deus?” e quando ele vê a mensagem do comercial dizendo que MILHARES DE PESSOAS QUEREM TE CONHECER AGORA ele faz o óbvio, aquilo que todo mundo faria no lugar dele: ligaria para o Superpapo.

E é aí que começa a segunda fase do comercial, quando ele sai do fundo do poço. Essa fase pode ser facilmente identificada por dois motivos: entre uma fase e outra eles simplesmente interrompem a história e você escuta a voz de uma mulher fazendo propaganda do chat e começa a tocar uma nova música, aquela de quando você sai do fundo do poço e começa a ver o sol entrando e mal consegue abrir o olho, pois estava acostumado com a escuridão, sabem?

O que importa é que depois da ligação o carinha magicamente ganha um terno, uma camisa de cor decente, a claridade da casa aumenta e ele nem se importa com o pão de alguns dias atrás. Da noite pro dia, o cara chega ao escritório como se fosse um campeão, todos sorriem pra ele e as mulheres começam a lembrar que ele existe. Cena linda de ver, um cara vencendo a timidez, ganhando confiança e fazendo amigos.

Essa parte do comercial me lembra muito aquela cena de 500 dias com ela, quando o protagonista passa a noite com a Summer e sai dançando todo serelepe e confiante, o que me faz pensar que o Superpapo nada mais é do que uma versão brasileira da história hipster de 500 dias com ela, (spoiler) mas com final feliz.

Voltando ao comercial, ainda podemos acompanhar a expectativa do encontro marcado, o “será que ela vem?”, a malandragem de não dizer como ele estaria vestido para o caso dele não gostar da mulher, então poderia ir embora numa boa. Nesse momento você já está envolvido na história e torcendo para que dê tudo certo, para que sejam felizes, casem e tenham 3 filhos e 2 cachorros.

Quando a mulher finalmente entra no bar ele fica alvoroçado e diz a famosa frase:

Para a sorte dele a mulher não era uma sequestradora e nem uma ladra de rins. Por alguns momentos fiquei me perguntando quantas horas de almoço eles tinham, já que deu tempo de irem a um bar, escrever recadinho em um guardanapo, trocar olhares e ainda sair rodopiando na pracinha como se não houvesse amanhã. Depois percebi que naquele dia as coisas acabaram com o flerte apenas, a felicidade do casal se escondendo atrás de arvores, naqueles clichês românticos, foi só para mostrar o final feliz do casal.

Olha, que linda história de amor essa, adoro finais felizes.

Agora é esperar para que outras histórias de amor surjam e encham nossos corações de alegria e esperança. Ah, e que os tão famosos, esperados e caros comerciais do Super Bowl sejam tão bons quanto ao do Superpapo.

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2 comentários sobre “Superpapo: pra sempre em nossos corações

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