Brinquedos que marcaram minha infância

É só chegar perto do dia das crianças pra lembrar nossos pais que ainda somos crianças, mesmo que a gente já tenha muito mais idade do que o aceitável para ser criança, mesmo que já tenhamos nos formado, estejamos trabalhando e até já tenhamos saído de casa.

Quando criança a gente quer ser adulto, quando adulto… Bem, às vezes é legar ser adulto também, mas aí viramos essas criaturas nostálgicas.

E com esse ar de nostalgia pairando sobre nossas cabeças + as propagandas de novos brinquedos que a gente vê por aí, fiquei me lembrando daqueles que eu mais gostava na infância. Aliás, quando perguntei pra minha mãe qual eu mais gostava ela disse que era Barbie e que eu ficava cortando pano pra fazer roupa pra elas. Eu JURO que não me lembro disso, então ou me falta memória ou minha mãe me confundiu com alguma filha de amiga dela.

Pois bem, ignorando os brinquedos que eu não me lembro, esses eram os que marcaram minha infância:

Ursinhos de pelúcia

Eu sei que não é algo muito específico, mas a verdade é que ursinhos são mais legais que bonecas. São fofos, amigáveis e você pode dormir com eles sem que eles te machuquem. Você também nunca ouviu falar de lendas urbanas que dentro de algum ursinho tinha uma faca ou que durante a noite ele matava criancinhas. Não, ursinhos são fofos e mágicos e merecem nossa confiança.

Cara a cara

Depois de um tempo jogando Cara a Cara você começa a se apegar aos personagens, e aí começa a achar que o João é aquele avô gente boa que empina pipa com os netos, enquanto o Paulo já é aquele avô mais intelectual. O Zeca tinha cara de que só andava de bermuda e chinelo, Maria gostava de arte, Henrique passava muito tempo em alto mar, Tony era farmacêutico e hoje vejo que o Ricardo é a cara de um professor da faculdade (alô Luis da aula de ilustração!).

 

Pense Bem

Se você não via a hora de sair da escola pra chegar em casa e brincar com seu Pense bem ou mesmo adorava leva-lo à escola, reunir uma galera pra responder perguntas de diversos temas, você não pode reclamar das crianças de hoje que adoram um tablet/smartphone!

 

Bichinho virtual

Chamam de Tamagotchi, mas pra mim é e sempre será Bichinho virtual! Eu devia estar na 3ª série quando isso virou moda e lembro de ter comprado quando fui com a minha avó até a cidade (aka centro de SP). Engraçado que anos se passaram e mesmo assim adoraria ter um desses hoje. Não que eu não tenha mais o que fazer da vida, mas era divertido cuidar daquele bichinho, vê-lo crescer, ficar cheio de vida, sem ter muito trabalho de verdade.

 

Maquininha de tricô


Eu posso não me lembrar de cortar os panos pra fazer as roupinhas da Barbie, mas dessa máquina eu me lembro bem. A ideia era fazer roupinhas pros meus queridos ursinhos, cachecol, uns bonequinhos de tricô que vinham na embalagem, mas sabe aquelas imagens de expectativa x realidade? Pois é. Eu não tenho foto pra ilustrar o que acontecia, mas era algo como um novelo de lã cheio de nó, com a lã cheia de nó dentro da máquina com algo cheio de nó saindo da máquina.

 

Ursinho Gelado / Raspadinha da Eliana


Não faço ideia qual dos dois eu tinha, porque eram a mesma coisa, só mudava a embalagem, mas assim como a máquina de tricô, esse era mais um da categoria “expectativa x realidade”. Eu achei que com essa máquina faria algo tão bom que até abriria minha barraquinha de raspadinha – e seria um sucesso, claro. Mas a realidade, meus amigos, não era boa. Nem pra mim, nem pra minha irmã que brincava comigo, nem pra quem tinha que provar aquelas raspadinhas.

Ps. Minha irmã estava me lembrando da máquina de fazer macarrão da Eliana, que óbvio, também era de resultado desastroso. Pohan, Eliana, seus brinquedos eram uma farsa!

 

Barraca da turma da Monica


Como diria minha vó, de primeirooo, a gente juntava cobertor, pegava almofada, cadeiras e fazia nossa própria cabaninha no meio da sala, até que veio a barraquinha da turma da Mônica. Podemos dizer que a barraquinha era aquele lugar que a gente diz aos nossos pais: privacidade, please. E aí colocávamos bichinhos de pelúcia, papel, caneta, enfim… era um espaço nosso, pra meditar, criar planos infalíveis e fingir que aquela era a nossa casa, o mundo mágico onde os adultos não tinham acesso.

 

Meu primeiro gradiente


Clááássico dos anos 90, e, posso não me lembrar muito bem, mas acho que esse sucesso todo não era por causa do “vou de tá-xi, cê sabe, tava morren-do de saudade!”. Acho que a mágica era não só a oportunidade de ouvir fitas, mas também gravar. Ouvir sua voz horrível cantando uma musica horrível, coisa e tal.

 

Disney Molde


Quando criança eu era praticamente uma artista! Como eu gostava de fazer sujeira, eu poderia facilmente ser patrocinada por uma marca de sabão em pó. Esse kit vinha com gesso em pó, tinta, pinceis, e umas forminhas da turma do Mickey . Tirando aqueles gessos que eu quebrava com toda minha delicadeza, obviamente mesmo depois de conseguir tirar o gesso da forminha lindamente, o resultado final não era nada próximo ao da caixinha. Era mais uma arte alternativa, daquelas que as pessoas param na frente e ficam pensando sobre qual o significado daquilo.

 

Boa noite Cinderela

Pra fechar com chave de ouro taí um jogo que quase ninguém conhece, mas foi um dos que mais fez parte da minha infância. Quando pequena minha família costumava ir bastante para Santos e, por isso, sempre ficavam alguns brinquedos, jogos de tabuleiro e baralho por lá. Um desses jogos era o Boa noite Cinderela, que, segundo a internet, virou jogo porque na década de 70 era um quadro popular do Programa Silvio Santos. Claro, eu não fazia ideia que era por isso, só sabia que tinha uma versão mais nova do Silvio Santos na caixa.

Hoje eu nem sei o que aconteceu com aquele jogo, mas seria bem divertido arrumar outro dele. Só pra vocês entenderem, basicamente ele era um jogo de tabuleiro comum, desses de jogar o dado, avançar ou voltar casas, MAS, tinham as tais cartas “Recado da Bruxa” e “Recado da Fada”, então você realizava as tarefas das cartas para avançar ou voltar casas. As tarefas? Podia ser varrer a casa ou cantar música do Roberto Carlos. HAHAHAHA

Era uma loucura, como diz na caixa: um jogo ternura e encantamento. Hoje eu duvido muito que um pai compraria para a filha um jogo chamado Boa noite Cinderela, mas que eu queria outro desses, ah, eu queria.

 

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Um comentário sobre “Brinquedos que marcaram minha infância

  1. Olá! Eu joguei muito o Boa Noite Cinderela. Era da minha irmã e era o jogo mais pedido nas tardes que meus primos iam na nossa casa. Eu amava esse jogo, fez parte da minha infância e fiquei muito feliz em vê-lo aqui. Era realmente um jogo inocente, divertido e muito, muito legal. Que saudade!!!

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